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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

IMPLICAÇÕES DO DISCIPULADO

Igreja Presbiteriana Independente Betesda

Rua Cafelândia, 1060 – Jd Água Boa
Dourados, MS
  
Tema:
IMPLICAÇÕES DO DISCIPULADO
Texto:
João 1.35-42
Data:
17/08/2014 – 20º Domingo no Tempo Comum

 INTRODUÇÃO

1.    Qual destes dois nomes você ouviu mais na semana passada: Artur Ávila Cordeiro de Melo ou Eduardo Campos.
(1)   Na terça-feira, dia 12 de agosto, em Seul, Coréia do Sul, Artur Ávila, recebeu a medalha Fields, considerada a equivalente ao premio Nobel de Matemática.
·      Artur Ávila teve sua formação no Brasil – do fundamental ao doutorado.
·      Torna-se o 1º brasileiro a conquistar o prêmio maior da matemática no mundo
(2)   Na quarta-feira, dia 13 de agosto morre o governador e candidato a presidente do Brasil, vitima de um acidente aéreo que vitimou mais 6 pessoas.
·      Jovem (49 anos), neto de Miguel Arraes tinha o futuro promissor na política.
·      Vinha do Rio de Janeiro para Santos e o jatinho que o transportava caiu de bico em uma área residencial.
(3)   Os dois têm seguidores. Mas a julgar pelo espaço dado na mídia para Artur Ávila e para Eduardo Campos, o político deve ter mais seguidores que o professor.
(4)   Mas nem sempre a quantidade traduz a importância do líder para a sociedade

2.    Os seguidores de um líder são também chamados de discípulos.
(1)   Discípulos são aqueles que se propõe a dar continuidade aos ideais, sonhos, pesquisas, ensinos do seu mestre.
(2)   Tanto Eduardo Campos como Artur Ávila tem os seus discípulos. Sócrates, o filósofo tinha vários discípulos e um deles, Platão, se tornou também um filósofo importante.
(3)   Mas certamente Jesus Cristo é o líder com o maior numero de discípulos.
(4)   O processo que leva pessoas a seguir um líder chama-se discipulado. Todos os discípulos de Cristo, que formam a Igreja são chamados para “fazer discípulos”.

3.    O discipulado cristão sempre foi a principal ferramenta para a maturação sadia da vida cristã.
(1)   É o principal meio para qualquer igreja cristã nascer e crescer de forma saudável e se engajar na missão de Deus
(2)   O pastor luterano Dietrich Bonhoeffer, no livro “O Discipulado”, notou que a palavra graça sofreu um esvaziamento quanto ao seu conteúdo, devido à graça barata.
(3)   A graça preciosa tem um alto custo, o sacrifício de Jesus, não é barata.
(4)   Mas por causa da graça barata perdemos o discipulado de Cristo. Precisamos recuperar o conceito e a pratica dessa atividade vital para a igreja.

4.    O discipulado não é um programa. Nem mesmo deveria ser confundido com uma série de estudo de lições bíblicas.
(1)   Não é um curso de iniciação doutrinária que ocorre em encontros semanais.
(2)   Como também não é um novo sistema de culto nos lares.
(3)   Embora o discipulado recorra a organização de um programa, o estudo sequenciado de lições doutrinárias, e aconteça em encontros semanais ele é um princípio de formação.


PROP: O TEXTO QUE ESTAMOS TRABALHO ESTA NOITE REVELA ALGUMAS IMPLICAÇÕES DO DISCIPULADO.

I – DEIXAR-SE LEVAR PELA PALAVRA DE DEUS (35-37)


1.    Os discípulos de João Batista ouviram sua pregação e creram, mas ainda não tinham encontrado Jesus.
(1)   No dia anterior João Batista dera seu testemunho sobre Jesus. Falara sobre sua pessoa (Cordeiro de Deus) e sobre sua obra (tira o pecado do mundo).
(2)   João estava com dois dos seus discípulos quando viu Jesus caminhado e disse: Ali está ele, o Cordeiro de Deus.
(3)   Os dois discípulos, ouvindo isto, passaram a seguir Jesus.

2.    Ouvir e seguir são dois verbos importantes para o discipulado.
(1)   Os discípulos ouviram a pregação fiel de João, uma mensagem objetiva e cristocêntrica, isto é, que aponta pra Jesus.
(2)   O verbo ouvir no grego tem o sentido de prestar atenção, considerar e  de perceber a importância do que está sendo dito.
(3)   Eles ouviram atentamente e se deixaram levar pela Palavra de Deus. Seguiram a Jesus, isto é, se juntaram a Jesus e o acompanharam.

3.    A palavra de João Batista foi muito simples. O que levou os dois a seguirem a Jesus não foi um discurso muito bem elaborado, bem fundamentado.
(1)   Eles ouviram atentamente e seguiram, porque o Espírito Santo já havia preparado o coração dos dois para crer e seguir a Jesus.
(2)   No capitulo 10 de Lucas, há uma oração de Jesus que diz: “Graças te dou ó Pai, porque escondestes essas coisas dos que se acham sábios e revelaste a gente simples e nova na fé”.
(3)   É Deus quem revela se a palavra proferida pela boca do homem vem Dele ou não.
(4)   Aquele que é um verdadeiro discípulo vai ouvir e orientado pelo Espírito Santo vai deixar-se levar pela Palavra Deus.

4.    Você é discípulo de Jesus? Como você reage a palavra de Deus?

II – GASTAR TEMPO COM JESUS (38-39)

 1.    Jesus revela sua preocupação como os que o seguem. Ele sempre está interessado nos seus discípulos.
(1)   Jesus se volta para os dois discípulos e perguta: O que procuram?.
(2)   Eles disseram: Mestre onde o Senhor costuma ficar?
(3)   Os discípulos revelam o desejo de estar com o Senhor e de conhecê-lo melhor.
(4)   Não ficaram satisfeitos em simplesmente encontrá-lo. Ansiavam por ter comunhão com ele.

2.    Jesus jamais frustra o desejo genuíno de alguém que queira conhecê-lo melhor.
(1)   Venham e vejam vocês mesmos, disse Jesus.
(2)   Certamente o lugar onde Jesus estava hospedado era bem simples.
(3)   Eles aceitaram o convite, foram, viram o lugar onde Jesus estava vivendo e ficaram  ali o resto do dia.
(4)   Eram quatro horas da tarde. O texto não diz que horas eles saíram, mas certamente, passaram ali muitas horas com Jesus.
(5)   Aqueles homens foram honrados. Gastaram um tempo precioso, tendo comunhão, ouvido e aprendendo com o mestre.
(6)   Este tempo gasto com Jesus vai refletir na atitude deles depois, mais adiante.

3.    Quanto tempo você gasta com Jesus? Orando e estudando a Palavra?
(1)   Não estou me referindo ao tempo que se passa na Igreja. Nos cultos, reunião de oração e outros.
(2)   Refiro-me ao tempo que você dedica pra estar aos pés do mestre, como fazia Maria que escolheu a melhor parte.

III – FAZER OUTROS DISCIPULOS DE JESUS (40-42)

1.    Um dos dois discípulos era André. O outro não tem o nome mencionado aqui, mas os estudiosos concordam que seja João, que por modéstia não quis mencionar no seu relato o próprio nome.
(1)   Pois bem os dois, André e João, ouviram a mensagem pregada por João Batista, seguiram a Jesus e passaram um bom tempo com o Mestre.
(2)   Esse tempo gasto com Jesus vai influenciar a atitude de André.
(3)   Diz o texto que a primeira coisa que André fez depois que deixou o lugar onde Jesus vivia foi procurar seu irmão Simão.
(4)   Ao encontrar Simão ele diz: Encontramos o Messias. E levou Simão a Jesus.

2.    Isto é discipulado. É gastar tempo com Jesus para poder gastar tempo com outro.
(1)   Somente o discipulo que tem prazer em estar com Jesus, terá disposição para gastar tempo com o proximo.
(2)   O verdadeiro discipulado faz seguidores de Jesus e não de homens ou doutrinas.
(3)   Discipulado não é jogar um monte de teorias, versículos bíblicos na cabeça do outro. Não é ficar martelando a cabeço do outros com informações bíblicas.
(4)   Discipulado é compartilhar a vida de Cristo. E levar pessoas a Jesus para que nelas seja formado o caráter de Cristo.

3.    Para isso precisamos investir tempo. Tempo com Deus e tempo com as pessoas.
(1)   André levou a pessoa certa ao lugar certo porque gastou tempo com Jesus.
(2)   A vida com Cristo é boa demais para ficar guardada, ela tem que ser repartida com outros.
(3)   Precisamos abrir a nossa vida e a nossa casa para que outros conheçam como vivemos a fé cristã. Isto é discipulado.

4.    Pense um pouco sobre a atitude de André.
(1)   Deus usou o discipulado de André para que Simão Pedro, mas tarde, viesse a ser um dos principais lideres da Igreja Cristã.
(2)   Deus usou o discipulado de Ananias, para que Paulo, mais tarde, viesse a ser o grande propagador de fé Cristã.

CONCLUSÃO

1.    Amados hoje no velório de Eduardo Campos uma multidão compareceu para prestar a ele as últimas homenagens. (Artur Ávila)
(1)   Não dá para afirmar que todos são seguidores dos sonhos e ideais de Campos.
(2)   Na atitude de seguir alguma liderança importante o homem deixa transparecer um vazio que líder humano nenhum consegue preencher.
(3)   A ordem de Jesus ainda impera sobre a igreja: “fazei discípulos”. Somente seguindo a Jesus que somos completos.

2.    Se você já um discípulo de Cristo a sua tarefa é fazer novos discípulos de Jesus.
(1)   Para isso você precisa: Deixar-se levar pela Palavra de Deus. Ouvir e obedecer. E não ficar arrumando desculpas para não fazer discípulos.
(2)   A Para isso você precisa: Investir tempo com Jesus. Orando e meditando em sua palavra.
(3)   Para isso você precisa: Gastar tempo com pessoas. Tornando-se amigas delas, estando disposto a suprir suas necessidades, compartilhando a fé e a vida em Cristo. Isto é fazer discípulos de Jesus.


AMÉM?

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

COMER CASCAS E JOGAR O FRUTO FORA

Igreja Presbiteriana Independente Betesda
Rua Cafelândia, 1060 - Dourados MS

Tema:
COMER CASCAS E JOGAR O FRUTO FORA
Texto:
JOÃO 9.1-41
Data:
04/05/2014 – Ordenação e investiduras de Oficiais

INTRODUÇÃO

 1.    A banana atirada no campo na direção de Daniel Alves, durante o jogo Barcelona e Villarreal, tornou-se o assunto das redes sociais no mundo todo.
(1)   A inusitada reação do jogador brasileiro transformou-se em campanhas contra o racismo pelo mundo.
(2)   Diversas personalidades postaram fotos empunhando a fruta em solidariedade ao lateral da seleção brasileira e em protesto contra o racismo
(3)   Mas a banana é o quarto alimento mais consumido no mundo, presente em diversos pratos da culinária brasileira.
(4)   Ela possui sacarose, frutose e glicose combinadas com fibras.
(5)   Dizem que duas bananas fornecem energia para 90 minutos de exercícios físicos extenuantes.
(6)   Por esta razão muitos atletas fazem uso da banana, principalmente nos intervalos dos jogos.

2.    Mas como é que se come uma banana? (demonstrar)
(1)   Come-se o fruto e joga-se fora a casca – até o macaco procede assim
(2)   Mas se eu comesse as cascas e jogasse o fruto fora... O que você diria?
(3)   O pastor ficou louco! Onde já se viu!
(4)   Claro que existem frutos que se comem com as cascas – maça, goiaba, etc...
(5)   Outros têm suas cascas transformadas em doce – cascas de laranja
(6)   Mas o normal é comer o fruto e jogar as cascas fora.

3.    Mas na vida, muitas vezes, comemos cascas e jogamos o fruto fora.
(1)   O filho acidentalmente quebra o copo e leva uma bronca enorme – mãe que come cascas
(2)   O pai economiza, sacrificando os estudos do filho, para comprar um carro novo – come cascas.
(3)   Comer cascas e jogar o fruto fora significa se apegar a coisas que não tem valor.
(4)   Valorizar o “ter” mais do que o “ser” – julgar pela aparência – filhos de Jessé e Davi

4.    Também na vida espiritual muitas vezes ficamos com a casca e jogamos fora o fruto.
(1)   Apegamos-nos a coisas sem valor e desprezamos as essenciais
(2)   Apegamo-nos a sentimentos, emoções e desprezamos a palavra de Deus
(3)   Apegamo-nos a estrutura e desprezamos a necessidade do próximo
(4)   Apegamo-nos a forma de louvor e desprezamos a verdadeira adoração

5.    Lemos no texto de hoje a narrativa de João sobre a cura de um cego de nascença
(1)   Neste episódio várias pessoas comem cascas e jogam o fruto fora.
(2)   Não conseguem perceber o que é essencial, o que deve ser valorizado.

A – QUEM SÃO AQUELES QUE COMEM CASCAS?

I – OS DISCIPULOS
1.    Jesus está caminhando quando vê um cego de nascença.
(1)   Qual a preocupação dos discípulos de Jesus?
(2)   Mestre, porque esse homem nasceu cego? Foi por causa dos pecados dele ou pou causa dos pecados dos pais dele?
(3)   Eles estão preocupados com a causa da cegueira do homem.

2.    Qual era a origem do mal era a grande questão teológica da época.
(1)   Os discípulos querem aproveitar aquele momento para demonstrarem conhecimento
(2)   Há muita gente inchada de conhecimento, mas de um conhecimento que não tem significado permanente.
(3)   Muitos conhecem coisas interessantes, porém dispensáveis.
(4)   Outros conhecem coisas importantes, mas não prioritárias.
(5)   Ainda há quem conheça coisas maravilhosas, porém não urgentes.

3.    O que era de fato importante naquele momento? Curar o cego ou discutir a origem do mal?
(1)   Enquanto os discípulos travavam uma discusão teológica o cego continuava cego.
(2)   A igreja, em determinado momento, demonstra mais preocupação com a ortodoxia (doutrina correta) do que com a ortopraxia (prática correta)
(3)   Ou seja, a igreja, as vezes, se preocupa mais com a doutrina do que com as necessidades humanas – Samaritano Misericordioso

II – OS VIZINHOS
1.    Conheciam o cego desde que ele nasceu.
(1)   Sabiam que ele de fato era cego – conviviam com ele
(2)   Mas a gora ele aparece curado e qual é a reação dos vizinhos?

8 Então, os vizinhos e os que dantes o conheciam de vista, como mendigo, perguntavam: Não é este o que estava assentado pedindo esmolas? 9 Uns diziam É ele. Outros: Não, mas se parece com ele. Ele mesmo, porém, dizia: Sou eu. 10 Perguntaram-lhe, pois: Como te foram abertos os olhos? 11 Respondeu ele: O homem chamado Jesus fez lodo, untou-me os olhos e disse-me: Vai ao tanque de Siloé e lava-te. Então, fui, lavei-me e estou vendo. 12 Disseram-lhe, pois: Onde está ele? Respondeu: Não sei.

(3)   Depois deste testemunho tinham que glorificar a Deus
(4)   Não importava saber como foi e quem foi – era um sinal de Deus
(5)   Mas o que os vizinhos fazem? “Levaram, pois, aos fariseus o que dantes fora cego” 13

2.    Deixaram escapar uma grande oportunidade de Glorificar a Deus

III – OS FARISEUS
1.    Os fariseus formavam um importante grupo religioso da época de Jesus
(1)   Possuíam um bom conhecimento da lei, das tradições judaicas
(2)   Qual é a preocupação desses homens religiosos?

16 Por isso, alguns dos fariseus diziam: Esse homem não é de Deus, porque não guarda o sábado. Diziam outros: Como pode um homem pecador fazer tamanhos sinais? E houve dissensão entre eles.

(3)   Estão preocupados com a guarda do sábado, com as tradições judaicas
(4)   O cego podia continuar cego, mas as tradições, as leis não podiam ser quebradas

IV – OS PAIS
1.    Os pais também jogam fora a oportunidade de glorificar a Deus
(1)   Comem cascas por medo dos fariseus

18 Não acreditaram os judeus que ele fora cego e que agora via, enquanto não lhe chamaram os pais 19 e os interrogaram: É este o vosso filho, de quem dizeis que nasceu cego? Como, pois, vê agora? 20 Então, os pais responderam: Sabemos que este é nosso filho e que nasceu cego; 21 mas não sabemos como vê agora; ou quem lhe abriu os olhos também não sabemos. Perguntai a ele, idade tem; falará de si mesmo. 22 Isto disseram seus pais porque estavam com medo dos judeus; pois estes já haviam assentado que, se alguém confessasse ser Jesus o Cristo, fosse expulso da sinagoga.

(2)   Não querem se comprometer – reconhecer que fora Jesus o Messias era perigoso
(3)   Os pais podiam ser expulsos da sinagogas, perder privilégios

2.    Muitas vezes agimos da mesma maneira
(1)   Não glorificamos a Deus, não reconhecemos seus feitos por medo.
(2)   Medo de ser ridicularizado, de ser considerado ignorante.

B. PARA DEIXAR AS CASCAS E COMER O FRUTO: SEGUIR O EXEMPLO DO CEGO.

I – OBEDECER
6 Dito isso, cuspiu na terra e, tendo feito lodo com a saliva, aplicou-o aos olhos do cego, 7 dizendo-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que quer dizer Enviado). Ele foi, lavou-se e voltou vendo.

1.    A orientação de Jesus parecia estranha – sujou os olhos do cego e mandou lavar no tanque
2.    Jesus simplesmente poderia ter dado uma ordem. Mas o cego não questionou. Foi, obedeceu e voltou curado

II – OUSADIA – (V. 24-34)
24 Então, chamaram, pela segunda vez, o homem que fora cego e lhe disseram: Dá glória a Deus; nós sabemos que esse homem é pecador. 25 Ele retrucou: Se é pecador, não sei; uma coisa sei eu era cego e agora vejo.

26 Perguntaram-lhe, pois: Que te fez ele? como te abriu os olhos? 27 Ele lhes respondeu: Já vo-lo disse, e não atendestes; por que quereis ouvir outra vez? Porventura, quereis vós também tornar-vos seus discípulos?

28 Então, o injuriaram e lhe disseram: Discípulo dele és tu; mas nós somos discípulos de Moisés. 29 Sabemos que Deus falou a Moisés; mas este nem sabemos donde é. 30 Respondeu-lhes o homem Nisto é de estranhar que vós não saibais donde ele é, e, contudo, me abriu os olhos.

31 Sabemos que Deus não atende a pecadores; mas, pelo contrário, se alguém teme a Deus e pratica a sua vontade, a este atende. 32 Desde que há mundo, jamais se ouviu que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. 33 Se este homem não fosse de Deus, nada poderia ter feito. 34 Mas eles retrucaram: Tu és nascido todo em pecado e nos ensinas a nós? E o expulsaram.

III – DISPOSIÇÃO PARA CRESCER
1.    Vejam o progresso – Primeiro: 11 Respondeu ele: O homem chamado Jesus fez lodo, untou-me os olhos e disse-me: Vai ao tanque de Siloé e lava-te. Então, fui, lavei-me e estou vendo.

2.    Depois: 17 De novo, perguntaram ao cego: Que dizes tu a respeito dele, visto que te abriu os olhos? Que é profeta, respondeu ele.

3.    Finalmente Senhor: 35 Ouvindo Jesus que o tinham expulsado, encontrando-o, lhe perguntou: Crês tu no Filho do Homem? 36 Ele respondeu e disse: Quem é, Senhor, para que eu nele creia? 37 E Jesus lhe disse: Já o tens visto, e é o que fala contigo. 38 Então, afirmou ele: Creio, Senhor; e o adorou.

CONCLUSÃO

1.    Você é do tipo que come cascas e joga fora o fruto?

2.    Deus quer te abençoa com uma tão grande salvação
(1)   Não se preocupe com detalhes sem importância
(2)   Não se preocupe com o que os outros vão dizer, vão pensar
(3)   Receba e vivam a tão grade salvação em Cristo Jesus

3.    Venha para Jesus. Obedeça ao Senhor. Tenha coragem para viver e crescer na fé.

4.    Hoje vamos participar de um momento muito especial na vida da IPI Betesda.
(1)   Vamos solenemente ordenar e investir aqueles que foram eleitos na assembleia da Igreja
(2)   Diaconisas (Tita – investida e Daura – Ordenada e investida)
(3)   Presbíteros (Neto – Investido e Carlos Eduardo – ordenado e investido)

5.    É muito fácil para aqueles que assumem uma posição de lideranças ficarem com as cascas e jogarem o fruto fora.
(1)   O fruto é a vocação, o chamado de Deus para o ministério diaconal e presbiterial
(2)   As cascas são os percalços, as dificuldades, as intrigas a indiferença, etc ..
(3)   Não percam nunca de vista o fruto – vocês foram vocacionados por Deus
(4)   Digam como o cego: uma coisa eu sei, eu era cego e agora vejo. Eu era um pecador e agora sou servo (a), ministro(a)  de Deus.

Amém

sexta-feira, 6 de junho de 2014

PADRÃO FIFA E PADRÃO BIBLIA

“Igualmente o atleta não é coroado se não lutar segundo as normas” (2Tm 2.5)

Estamos a poucos dias da abertura da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. Diante das revelações sobre possíveis exigências da FIFA (Federação Internacional de Futebol Associado) quanto à infraestrutura e estádios de futebol, multidões saíram às ruas em protesto. Os manifestantes cobravam dos governantes o “padrão FIFA” para a saúde pública, educação, transportes e moradia. No entanto a Copa do Mundo vai acontecer, mesmo sem a realização das obras exigidas e prometidas pelo governo. Além disso, diferentemente de outras Copas do Mundo, no Brasil a FIFA não pagará um centavo de impostos. Talvez por isso ela tolere o não cumprimento das metas e teremos uma competição sem a totalidade do “padrão FIFA”.
Há outra competição que me preocupa. O autor aos Hebreus chama de “carreira que nos está proposta” e nos instruiu a corrê-la com perseverança, pois há uma grande torcida (o exemplo dos cristãos mencionados no capítulo 11) nos incentivando (Hb 12.1). O apóstolo Paulo a compara com uma competição atlética onde o atleta será coroado se correr segundo as normas (1Co 9.25 e 2Tm 2.5). Portanto, para esta competição cristã há uma exigência que é o “padrão Bíblia”.
Mas a grande maioria dos que correm a carreira cristã nos dias de hoje não está nem um pouco preocupada com o “padrão Bíblia”. Fiquei tremendamente assustado ao ver um vídeo circulando na internet sobre transferência de geração. Em um evento de grande magnitude, uma líder evangélica protagonizou um ritual de transferência de unção de uma geração para outras gerações. Vendo aquilo cheguei a pensar: ou eu perdi a minha fé em algum lugar ou esse pessoal abandonou de vez o “padrão Bíblia” para a fé cristã. Pior ainda foi perceber manifestações de apoio vindas de crentes que pertencem a igrejas de tradição reformada.
Irmãos, confesso que estou desencantado com o movimento evangélico. O exemplo dos manifestantes que exigiam o “padrão FIFA” para causas sociais deve servir-nos de estímulo. Chegou a hora daqueles que ainda não se dobraram à “baal”, às ideologias de mercado e de sucesso que assolam as igrejas cristãs, saírem às ruas protestando e exigindo o “padrão Bíblia” para a fé cristã.

Soli Deo Gloria

Rev. Ezequiel Luz

sexta-feira, 18 de abril de 2014

CAMINHANDO E ORANDO E SEGUINDO A JESUS

“Aconteceu que, enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e ia com eles”. (Lc. 24.15)

Quantas vezes você já entrou em crise por que não dedicou tempo para orar? Isto acontece porque nosso conceito de oração é estático e posicional. Ou seja, só consideramos momento de oração quando entramos no quarto, fechamos a porta e ajoelhamos. Não consideramos a possibilidade de orarmos enquanto estamos em movimento. Orar no ônibus, no avião, no trem, no metrô, no escritório, na oficina, na escola, durante o trabalho doméstico, não vale. Não estou descartando a necessidade de momentos a sós, de isolamento para nos ajoelharmos e derramarmos nossa alma diante de Deus. Mas muitas orações são feitas quando estamos a caminho.

Vejam o caso dos discípulos que voltavam de Jerusalém para a cidade de Emaus. Os dois conversavam sobre os últimos acontecimentos da capital. Estavam envolvidos com a notícia de sexta-feira. Mesmo sem saber quem era o viajante que se juntou a eles no caminho, Cleopas e seu companheiro falavam com Jesus. Foi um momento de oração e de exposição da palavra, pois Jesus, iniciando com Moisés, explicou todas as passagens das Escrituras Sagradas que falavam dele. Quando chegou à casa dos discípulos Jesus fez menção de continuar a caminhada, mas os dois insistiram em oração. “Fique conosco porque já é tarde, e a noite vem chegando”. Então Jesus entrou, assentou-se a mesa com os dois, e ao partir o pão os olhos dos discípulos se abriram e, então, perceberam que Jesus estava ali, diante deles.

Este episódio nos oferece uma lição importantíssima. Em nossa caminhada diária, mesmo sem ter consciência da presença de Jesus, nos debatemos com diversas questões. Mas quando, em meio as nossas atividades, oramos pedindo que ele fique conosco, nossos olhos da fé são abertos e tomamos consciência da sua presença em todos os momentos do nosso dia-a-dia. Recordamos que em vários momentos o nosso coração se aquecia porque Jesus estava falando e ensinando através das pessoas e das circunstâncias ao nosso redor.

Neste domingo de Páscoa, tomemos consciência de que Jesus está vivo e caminha com cada um de nós no caminho de Emaus de nossa existência. Em 1968, o país vivia um momento político difícil e Geraldo Vandré gravou uma música que dizia: “Caminhado e cantando e seguindo a canção”. A canção era um convite à construção de uma nova sociedade. Assim, nós os que cremos na ressurreição, caminhando e orando e seguindo a Jesus, vamos construindo uma vida de oração em pró de um mundo mais justo e fraterno.
Feliz Páscoa!

Soli Deo Gloria
Rev. Ezequiel Luz