MEUS PARCEIROS

sábado, 21 de fevereiro de 2009

CULTO EM DOIS LUGARES

Então, Pedro, tomando a palavra, disse: Mestre, bom é estarmos aqui e que façamos três tendas: uma será tua, outra, para Moisés, e outra, para Elias (Mc 9.5).

Domingo é o dia de culto por excelência. Mas desde os primórdios, a igreja passou atribuir a certos domingos uma conotação especial. É o caso do domingo da Páscoa, que segundo alguns, originou o ano litúrgico ou cristão. Hoje é também um domingo especial, pois somos chamados a recordar a transfiguração de Jesus. Uma revelação da gloria de Deus escondia na encarnação de seu Filho.

Jesus toma consigo Pedro, Tiago e João e os leva para um monte. Diante dos três discípulos transfigura-se: seu rosto e sua roupa se tornam alva, brilhante como a luz do sol. Com ele conversam Moisés (representando a lei) e Elias (representando os profetas). A conversa demonstra a importância do testemunho de todos aqueles que nos precederam. Uma voz vinda do céu revela que Jesus é o filho de Deus a quem eles deveriam ouvir. Os apóstolos enchem-se de medo e espanto. Pedro, maravilhado com a glória do Senhor, quer ficar. Naquele momento, os três discípulos puderam provar um pouco do céu. E, como voltar diante de tamanha maravilha? Mas Senhor ensina que é necessário descer a montanha. É necessário ir ao vale, ir aos homens para mostrar-lhes a glória experimentada.

Aprendemos que o culto acontece no encontro dos cristãos que pelo poder do Espírito Santo se transforma em lugar da presença de Cristo. Quando nos reunimos no domingo é a consciência da presença de Cristo que dá sentido ao nosso culto. Encontramos-nos para desfrutar da glória de Cristo. Isto é maravilhoso. E muitas vezes somos tentados a permanecer no conforto daquele momento em que a presença de Deus é uma experiência inexplicável.

Agora, só conhecemos o episódio da transfiguração porque os discípulos no-lo contaram através dos relatos do Evangelho. Partilharam sua experiência e esta permanece ao longo dos séculos. Por esta razão é que o desejo de Pedro de permanecer naquele lugar não pôde ser atendido. O Senhor pede também a cada um de nós que desçamos do monte e com coragem compartilhemos com a humanidade a sua glória.

Transfigurar-se é, sobretudo, transformar-se. E essa transformação é fundamental para o período de Quaresma que iniciaremos a partir do próximo domingo. Na Quaresma somos instigados ao perdão, a reconciliação, a mudança de coração endurecido para coração amoroso, a substituir a morte pela vida. Isto só é possível na comunhão com outros cristãos, na convivência com outros seres humanos.

Assim sendo o nosso culto se dá em dois lugares. No domingo, quando estamos no monte, diante da presença de Deus, adorando-o e ouvindo sua palavra. Durante a semana, quando estamos no vale, diante dos seres humanos por quem Cristo morreu, testemunhando a sua gloria, seu amor e seu perdão. Amém!

Soli Deo Gloria
Rev. Ezequiel Luz

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

EMBELEZAMENTO DO CARÁTER

“Todo atleta que está treinando agüenta exercícios duros porque quer receber uma coroa de folhas de louro, uma coroa que, aliás, não dura muito. Mas nós queremos receber uma coroa que dura para sempre” (1Co 9.25).

O número de clínicas e profissionais relacionados à beleza e boa forma cresce a cada dia. É comum ouvirmos termos como estética facial, estética corporal, lipoaspiração, prótese de silicone, botox, bioplastia, peeling, drenagem linfática, mesoterapia. E isto sem falar nos termos usados pelas academias para designar os vários tipos de exercícios físicos. Este arsenal de recursos de embelezamento atrai mulheres – em maior número – e muitos homens. Diante disso podemos supor que ninguém está contente com sua aparência física. No entanto, alguns cirurgiões plásticos dizem que muitos de seus pacientes precisam mais de uma orientação psicológica do que uma cirurgia plástica.

Se por um lado há uma preocupação acentuada com a aparência física, o mesmo não se pode dizer sobre o caráter. Vivemos uma época de liberalismo, licenciosidade, permissividade sem precedentes. Programas como o Big Brother são exemplos do tempo de frouxidão ética e moral que estamos vivendo. Os padrões éticos em todos os segmentos da sociedade são afetados, inclusive a igreja. Muitas delas, tragadas pelo individualismo, centram suas pregações no bem estar do homem. Pregam um evangelho de ofertas e de facilidades diferente dos padrões bíblicos.

A Bíblia fala de Absalão, o homem mais bonito de Israel: “da planta do pé ao alto da cabeça não havia nele defeito algum” (2 Sm 14.25). Fisicamente perfeito, mas moralmente horrível. Armou uma emboscada para assassinar próprio irmão Amnon, liderou uma revolta que destronou o pai e coabitou ostensivamente com dez concubinas de seu pai Davi.
Com o pecado perdemos a beleza do nosso caráter. Somente em Cristo é possível recuperá-la mediante a regeneração e santificação. Na regeneração, Deus opera uma transformação radical, em virtude da qual nos tornamos novas criaturas. Na santificação, Deus continua a operar em nós, estimulando-nos a cumprir os novos e santos desejos.

Paulo fundou a igreja de Corinto durante a segunda viagem missionária. Entre os que se converteram alguns eram imorais, idólatras, adúlteros, ladrões, avarentos, beberrões, difamadores e marginais. Mas foram lavados, santificados e justificados (I Co 6:9-11). Em outras palavras, eles passaram por um tratamento de embelezamento do caráter. Paulo adverte da necessidade deles continuarem o tratamento aguentando o exercício duro de conviver em um mundo corroído sem se corromper. O embelezamento do caráter não é feito nas clínicas de estéticas e nem por profissionais especializados. É feito no dia-a-dia por Jesus Cristo, que através do Espírito Santo nos estimula a continuar firmes na carreira cristã que nos foi proposta.
Amados, precisamos voltar a valorizar o que de fato tem valor e a rejeitar o que não tem nenhum valor!
Soli Deo Gloria
Rev. Ezequiel Luz

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

SÓ POR DEUS

“(...) mas os que esperam no SENHOR renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam” (Is 40.31).

Ela estava na casa da vizinha quando o telefone tocou. Pela expressão do rosto da amiga não parecia ser coisa boa.
— Por favor, leve-me até o centro da cidade, disse a vizinha.
— O que aconteceu?
— No caminho eu explico. Vamos. Depressa!

A cena era muito dolorosa. O filho da vizinha sofrera um acidente de moto. Seu corpo ensangüentado está estirado no asfalto. A vizinha chorando desesperadamente se joga sobre o rapaz inerte. Os bombeiros e policiais tentavam tirá-la do local para concluírem o trabalho. Sem saber o que fazer ou dizer ela foi ao encontro da amiga e a abraçou com ternura. Disse algumas palavras de consolo e conseguiu afastá-la do local. Ficou com aquela mãe inconformada com a perda do filho durante todo o período de velório e sepultamento. Mais tarde em casa, sentou no sofá cansada. Reviveu todo o acontecido e se perguntava: “Como foi que consegui? Como foi que achei o olhar certo, dei o abraço certo na hora certa? Como consegui dizer todas aquelas palavras? Como fui capaz de consolar do jeito que ela precisava?” Concluiu: “Só por Deus. Foi Ele, através do Espírito Santo, que me deu forças, palavras e amor para aquele momento”.

Não somos filhos e filhas de um Deus qualquer, mas do Deus todo poderoso e incomparável. O profeta Isaias faz um desafio: “Com quem comparareis a Deus?” (40.18). Depois, usando uma linguagem poética ele descreve a grandeza e o poder de Deus. Não existe nada melhor do que estar totalmente nas mãos do Senhor Deus e depender totalmente dele. Mas há algo melhor ainda. Ter consciência de que Deus criou os amigos pra serem estes agentes abençoadores em nossas vidas. É através dos amigos que Deus cuida de cada um de nós.

Os que esperam no Senhor não só renovam as suas próprias forças como renovam as forças do outro levando-lhe esperança. Aquela mãe perdeu um filho, mas ganhou uma amiga de verdade e descobriu como ter esperança no Senhor. Agora ela podia também voar nas alturas como as águias, correr e não perder as forças, andar e não se cansar. Ela podia ser também um agente abençoador.

E você caro leitor e leitora? Tem consciência de que só por Deus você consegue ajudar outros a viver plenamente?

Soli Deo Glória
Rev. Ezequiel Luz

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

QUE NÃO HAJA DIVISÕES

“Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer” (1Co 1.10).

O discurso de posse do presidente Barack Obama durou 18 minutos e 10 segundos. Ele foi prático, ousado, transmitiu realismo e também esperança. Entre outras coisas ele afirmou: “Sabemos que nossa herança multicultural é uma força, não uma fraqueza”. Esta frase é sintomática, pois revela o desejo do novo presidente de unir os americanos, divididos por questões raciais, culturais, sócio-econômicas, ideológicas e políticas. As diferenças são as marcas de força de um povo que caminham juntos. A unidade, apesar das diferenças, demonstra que a pessoa humana é o foco e que está acima da cor da pele, da ideologia, da religião ou da política.

Sabemos que as divisões entre seres humanos sempre foram problemáticas em qualquer agrupamento social. A igreja não é imune a esse mal e também enfrenta a tendência de separar as pessoas rotulando-as. Em Corinto, a igreja se dividia em grupos que se consideravam de Paulo, outros de Apolo, outros de Pedro e ainda outros de Jesus Cristo. Essas divisões dentro da igreja provocavam, para tristeza do apóstolo Paulo, um grande estrago, pois manchavam o testemunho da comunidade na sociedade.

Em nossos dias as divisões da igreja são nítidas e muitas delas absurdas. As motivações para sair de uma determinada comunidade e formar outra, na maioria dos casos, são insignificantes. As divisões são conseqüências do pecado que habita o ser humano (1Co 3.1-4 e Gl 5.20). Alguns, por possuírem algumas diferenças, se julgam superiores. Com base em característica comum se agrupam. Assim dentro de uma mesma denominação encontramos os tradicionais, os avivados, os reformados, os carismáticos, os liberais, os pentecostais, os modernistas e outros. Por esta razão a mensagem de Paulo é contundente, atualíssima e não deixa nenhuma dúvida. Na presença de Cristo, o Salvador, não há divisões ou facções.

Quando sinceramente olhamos para cruz e entendemos que Cristo morreu por todos nós, pagando todos os nossos e pecados e salvando-nos, percebemos que todos são iguais, não importando a posição social, doutrinária, ideológica, cor ou raça. Diante da cruz de Cristo fica evidente que não há sentido nas divisões e facções. Portanto caro leitor e cara leitora, em Cristo somos plenamente unidos num só pensamento e numa só intenção: a salvação do homem todo. As nossas diferenças são a nossa força. Por meio delas podemos testemunhar a grandiosidade da graça e do amor de Deus pelo ser humano. Apenas precisamos de coragem para destruir os muros que nos separam e construir pontes para a realização da Missão de Deus no mundo. Que assim seja!

Soli Deo Gloria
Rev. Ezequiel Luz

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

LUTERANOS REITERAM APOIO AO CESSAR-FOGO EM GAZA

A Federação Luterana Mundial (FLM) reiterou seu compromisso com uma visão de paz para israelenses e palestinos, pedindo urgência na cessação imediata das hostilidades do exército israelense em Gaza e dos ataques de mísseis do Hamas no sul de Israel.

Antonio Carlos Ribeiro, Genebra, sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

O secretário-geral da FLM, pastor Ishmael Noko, disse que “a atual matança e destruição não afiançará a paz para israelenses e palestinos. Só plantará as sementes para mais conflito, marginalizando os pacificadores, criando desespero, enquanto promove a radicalização e fortalece o apelo à violência”. Apontando para o impacto da pressão israelense à população de civil de Gaza durante o cessar-fogo de seis meses, Noko observou que o bloqueio “impôs sofrimento severo a toda a população civil de Gaza, enquanto nutria desespero e raiva, em lugar de promover uma atmosfera para negociações e paz”. O líder luterano acrescentou que os ataques do Hamas e outras organizações militantes “são condenados pela FLM como resposta inaceitável, que ameaça as vidas da população civil”. Conquanto Israel tenha obrigação de proteger seu povo e território, suas operações militares “são desproporcionais à ameaça atual e já resultaram num número intolerável de mortes de civis e danos”.O secretário-geral expressou séria preocupação com a situação humanitária crítica na Faixa de Gaza, com as pessoas tendo dificuldade de sobreviver ao conflito “sem eletricidade, materiais médicos, ou comida suficiente ou água.” Noko observou ainda que a raiz teológica da tensão no Oriente Médio é “a interpretação da promessa de Deus para Abraão e as compreensões discrepantes a respeito de quem pode reivindicar legitimidade, em base apenas legal, classificando-a como um equívoco no coração do conflito, que só pode ser solucionado por diálogo e reconciliação para todos os seus filhos,” afiançou.Ele criticou as visões míopes de ganhos políticos e as exibições de poder armado, em lugar da procura difícil pela paz, declarando que esta postura é uma traição dos povos israelense e palestino à espera de um futuro pacífico. E convidou as igrejas-membros da FLM a orar pela paz, defender a justiça e levar essas preocupações a líderes políticos. “Sem uma paz justa na Terra Santa, não pode haver nenhuma paz verdadeira ou sustentável para qualquer um de nós”, concluiu.
------------------------------------------------------------------------------
Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC) Informações e análises sobre a realidade sócio-eclesial, de desenvolvimento e direitos humanos na América Latina e outras regiões do mundo.
Edição em português
Rua Ernesto Silva, 83/301
CEP: 93042-740 São Leopoldo – RS
Telefone (51) 3592.0416
Email: editorportugues@alcnoticias.org
Web: http://www.alcnoticias.org/

BISPOS NORTE-AMERICANOS VISITAM FAIXA DE GAZA

Delegação de bispos das igrejas luteranas dos Estados Unidos e do Canadá visita, de 6 a 13 de janeiro, a Faixa de Gaza, apesar das ações militares de israelenses na Palestina e das bombas lançadas por milicianos do Hamas sobre o sul de Israel.

ALC/LWI, Amman, quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A delegação é encabeçada pelo bispo presidente da Igreja Evangélica Luterana da América (Elca), Mark S. Hanson, que também é o presidente da Federação Luterana Mundial (FLM), e pela bispa Susan C. Johnson, da Igreja Evangélica Luterana do Canadá.
A viagem estava programa há mais tempo, antes do início das ações militares e, apesar dos perigos e dificuldades na região, bispos norte-americanos decidiram manter a visita, com o propósito de manifestar solidariedade, conhecer melhor a realidade do Oriente Médio e se empenhar pela paz.
“Este é um momento trágico, mas também propício” para visitar a parceira e anfitriã do grupo norte-americano, a Igreja Evangélica Luterana da Jordânia e da Terra Santa. “A chuva de bombas sobre a Faixa de Gaza colocará ante os olhos deles os desafios para se viver na Terra Santa”, afirmou o bispo vice-presidente da igreja luterana local, Munib A. Younan.
Nesse momento crítico a presença dos bispos norte-americanos na região pode ser “uma fonte de consolo aos nossos parceiros”, definiu o presidente da FLM, Mark Hanson.
Uma delegação menor, de sete bispos, chegou a Amã, na Jordânia, no dia 3 de janeiro, onde manteve contato com lideranças políticas e religiosas. Na terça-feira, 6, essa delegação encontrou-se com outros 29 bispos das duas igrejas, em Jerusalém.
Até a próxima terça, 13, bispos e bispas norte-americanos manterão conversações com líderes religiosos, da sociedade civil e políticos de Israel e da Faixa de Gaza.
------------------------------------------------------------------------------
Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC) Informações e análises sobre a realidade sócio-eclesial, de desenvolvimento e direitos humanos na América Latina e outras regiões do mundo.
Edição em português
Rua Ernesto Silva, 83/301
CEP: 93042-740 São Leopoldo – RS
Telefone (51) 3592.0416
Email: editorportugues@alcnoticias.org
Web: http://www.alcnoticias.org/

COMUNICADO DE LA IGLESIA EVANGÉLICA ESPAÑOLA

La Comisión Permanente de la Iglesia Evangélica Española ante los dramáticos acontecimientos que se están desarrollando en la franja de Gaza desde el pasado 27 de diciembre de 2008 y coincidiendo con la Alianza Reformada Mundial, declara:

Que todas las partes envueltas en el conflicto armado en esa zona de nuestro mundo deben cesar de manera inmediata las hostilidades.
Que ninguna violencia es aceptable y que ningún estado, ideología o religión pueden justificar, despreciando la santidad de la vida, el derramamiento de sangre inocente en nombre de sus pretensiones hegemónicas.
Que tanto los grupos enfrentados como la comunidad internacional deben propiciar en un atmósfera de paz, diálogo y respeto el derecho a la autodeterminación tanto de la población palestina como de la israelí.
Que toda la sangre derramada en la llamada “Tierra Santa” durante 60 años nos interpela y nos exige que demos una oportunidad a la paz, la justicia y la convivencia entre palestinos e israelíes.
Por otra parte deseamos puntualizar que:
En ningún momento obviamos otros conflictos armados que, por unos motivos u otros, están causando también millares de víctimas y de los que los medios de información no se hacen eco.
Por ello, y a luz de la tragedia que está ocurriendo en Oriente Medio:
Instamos a las comunidades que conforman nuestra Iglesia Evangélica Española, así como al resto de nuestros hermanos y hermanas cristianos de otras tradiciones, a que oren en sus cultos dominicales y actúen a favor del cese de la violencia en nuestro planeta.

Comisión Permanente de la Iglesia Evangélica Española.
8 de enero de 2009
ORACIÓN

Señor, ocurren cosas en nuestro mundo que no entendemos y que nos superan.
No entendemos que seres humanos, hechos con el mismo barro y siendo portadores de tu imagen, nos masacremos los unos a los otros.
Por ello te pedimos que pongas sentido común, misericordia y perdón entre las partes enfrentadas en conflictos violentos.
Te suplicamos que pongas tu mano misericordiosa y justa en las personas, sean israelíes o palestinas, que tienen la capacidad de poner fin al conflicto en Oriente Medio, para que recapaciten y se sienten alrededor de la mesa de la paz.
También te rogamos que, a través de tu Espíritu, nos insufles fuerzas para ser mediadores y obradores de la paz y la justicia en medio de nuestras sociedades.
Deseamos que tu reino venga, que venga pronto, y que instaure esa nueva sociedad donde reine la justicia, la misericordia, el perdón y la fraternidad entre todos los seres humanos.
Amén