MEUS PARCEIROS

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

REDE SUSTENTABILIDADE: ESPERANÇA RENASCIDA

O remédio para neutralizar as conseqüências de quem foi picado por uma cobra é extraído do próprio veneno da cobra. Vital Brasil foi quem desenvolveu o soro antiofídico usado hoje em todo mundo. Ele descobriu que cada veneno produzia um soro especifico capaz de neutralizar somente aquele veneno que causou o acidente.

A política brasileira há muito tempo foi contaminada pelo veneno da corrupção, da sede pelo poder a qualquer custo, da ganância. Está doente, agonizada e precisa urgentemente de um soro produzido pela própria política brasileira para neutralizar os efeitos maléficos que há anos afeta nosso povo.

No dia 22 de setembro o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), finalmente, aprovou o registro da REDE SUSTENTABILIDADE. Todos que lerem o “MANIFESTO”, que deu origem ao partido, perceberão que ele surge do próprio meio político brasileiro e se apresenta como um soro antiofídico capaz de neutralizar o veneno presente na atual política brasileira. A esperança renasce com força suficiente para vencer a política venenosa de nossos dias.

Nossas mãos se juntam em gratidão a todos que trabalharam arduamente e não se abateram após o dia 3 de outubro de 2013, quando o TSE negou o registro ao partido. Nossas mãos se juntam em uma prece de gratidão ao Eterno e ao mesmo tempo de suplica, para que todos os integrantes da REDE tenham sabedoria do alto e força suficiente para não se contaminarem com o “modus operandi” da política velha.

Agora com a esperança renascida, vamos à luta por um Brasil mais justo, mais fraterno, mais solidário com redução das desigualdades sociais, com desenvolvimento sustentável e com ações embasadas na ética.

Rev. Ezequiel Luz

Pastor da IPI do Brasil
Dourados, MS

sexta-feira, 3 de julho de 2015

SOCIEDADE “CAIMILIZADA”

Disse o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? Ele respondeu: Não sei; acaso sou eu tutor de meu irmão?”(Gn 4.9)

Ouvi, há algum tempo atrás, o relato de um senhor, membro de igreja protestante, que quando jovem universitário passou algumas semanas com moradores de rua, dormindo na praça, em maloca ou debaixo de ponte como parte da pesquisa de campo do seu trabalho de conclusão de curso.

Ele conta que andando no centro velho de São Paulo um menino tentou roubar a bolsa de sua namorada, mas sem êxito. O menino correu e ele foi atrás. Alcançando-o disse: “Calma! Ninguém vai te fazer mal. Só queremos conversar com você”. Sua namorada se aproximou e perguntou: “Por que você tentou me roubar?”. “Estou com fome”, respondeu. “Por que não me pediu comida?” “Estou pedindo desde cedo e ninguém me dá!”. Levaram o menino a um restaurante e descobriram que tinha 10 anos, nunca soube quem era seu pai e que sua mãe, seus tios eram alcoólatras e não ligavam para ele.

O casal, não podendo adotá-lo, mas movido por amor e solidariedade o encaminhou a uma instituição mantida pela igreja. Ele foi recebido com muito amor e carinho. Depois de constatarem que os parentes não tinham interesse nem condições de educa-lo, conseguiram autorização judicial para amparar o menino. Ele concluiu os estudos, formou-se em teologia e foi ordenado pastor. Muito tempo depois os dois se encontraram em um evento da igreja.

Lembrei-me desse relato diante das discussões sobre a redução da maioridade penal. Nossa sociedade está cada vez mais “caimilizada”.  É como se dissemos: “acaso sou tutor de crianças abandonadas”. O que seria do menino do relato acima se não fosse amparado? O que seria de adolescentes de 15, 16, 17 anos que hoje assaltam, matam, estupram se quando crianças fossem amparadas com amor? Quantos deles estariam no crime? Se a redução da maioridade penal for aprovada é um indicativo de que falhamos no papel de tutor e na responsabilidade de educar crianças e adolescentes.

Não podemos ser colocados em trincheiras contra ou a favor da redução da maioridade penal. Mas, arrependidos deveríamos confessar nossa falha e unidos levantar a bandeira do amor, da solidariedade e da justiça social. Valores e princípios do evangelho de Jesus Cristo.

Soli Deo Gloria

Rev. Ezequiel Luz

quinta-feira, 2 de abril de 2015

O MISTÉRIO DA RESSURREIÇÃO

“Ele não esta aqui, mas foi ressuscitado” (Lc 24.6).

         Nos dias atuais vários religiosos abandonam a tutela das hierarquias institucionais. Procuram uma experiência mais livre em termos de doutrinas e rituais. São chamados de “desigrejados”. Para eles a instituição religiosa está “sub judice”, e suas organizações ocupam o banco dos réus. São crentes, possuem fé em Jesus Cristo, creem no evangelho, mas não mais se encaixam na instituição. Alguns foram feridos pela igreja, outras atendem a um fenômeno da modernidade. Com o avanço das ciências e da tecnologia o individuo foi alçado à condição de responsável pela sua consciência. Não quer mais ser tutelado por uma doutrina, governo ou ideologia.

Não há como negar. As instituições, os sistemas religiosos estão ruindo, estão à beira da falência. Mas também é incontestável que Deus continua vivo. A ciência, com todas as suas maravilhosas e múltiplas descobertas, faz o mundo bem mais confortável. Mas o ser humano ainda tem sua fé alimentada pelo inexplicável, pelo mistério. Rudolf Otto chama esta manifestação de “mysterium tremendum”. Ela é irracional, não pode ser explicada através de conceitos e palavras. Só pode ser alcançada pelo sentimento de espiritualidade e de pura devoção meditativa do ser. O homem ao tentar racionalizar o mistério, rouba-lhe a sacralidade e o encanto.

Estamos na Páscoa, a data mais antiga e mais importante dentro do calendário litúrgico cristão e que celebra a ressurreição de Jesus, três dias após sua crucificação. Temos o registro bíblico de que Maria Madalena vai ao sepulcro e o encontra vazio. Depois Pedro e João entram no tumulo e só encontram os lençóis de linho e faixa que envolvera o corpo e a cabeça de Jesus (Jo 20.1-10). Além disso, há o registro das aparições de Jesus aos seus discípulos, há o testemunho de que ele foi visto por “mais de quinhentos irmãos de uma só vez” (1Co 15.6). Todos estes registros não são históricos, mas fazem parte da fé cristã. Estão carregados de mistério, são sagrados e alimentam a nossa fé. Não devemos ceder à tentação de explicar, de querer provar historicamente a ressurreição de Jesus. Ela é inexplicável, um “mysterium tremendum”. E assim deve ser.

Cremos que Cristo está presente em nossas vidas.  Sua presença e o testemunho do Espírito Santo são suficientes para afirmarmos: Cristo já ressuscitou! Aleluia!


Rev. Ezequiel Luz

domingo, 8 de março de 2015

TODO DIA É DIA DA MULHER

“Desse modo não existe diferença entre judeus e não-judeus, entre escravos e pessoas livres, entre homens e mulheres: todos vocês são um só por estarem unidos com Cristo Jesus.” (Gl 3.28 NTLH).


        Conversando com uma irmã sobre o dia da mulher ela afirmou: “Até parece ser grande coisa ter um dia especifico para a mulher. Por que não se estabeleceu um dia do homem? Na verdade a mulher não precisa de uma data pré-estabelecida. Todo o dia é dia da mulher, pois ela está viva e atuante, ela não tem folga”.

Não pude deixar de dar razão a essa irmã. Mas na antiguidade a mulher era vista de forma negativa, em clara situação de inferioridade diante do homem. Entre o povo de Israel, organizado de forma patriarcal, a mulher era excluída de uma participação efetiva tanto da esfera civil quanto da religiosa. Quem, na antiguidade, concedeu voz e dignidade as mulheres foi Jesus Cristo. Ele falou publicamente com mulheres, possuía discípulas e mantinha uma relação de amizade com Marta e Maria. E foi justamente o sexo feminino, desprezado e oprimido pelo homem, que Deus escolheu para anunciar em primeira mão o maior evento do cristianismo, a ressurreição de Jesus. Na idade média as ordens eclesiásticas formadas por mulheres desempenhavam um importante papel dentro da igreja, mas em situação de completa submissão ao clero masculino. Talvez a data seja uma forma de tentar fazer justiça a este ser humano de importância fundamental para a sociedade.

Entre os cristãos sempre houve exagero e interpretação literalista de certos textos paulinos, para justificar a inferioridade da mulher. Mas, Calvino, referindo-se a estas interpretações disse: “E alguma vez vai chegar a hora em que seria melhor que a mulher falasse do que se calasse”. Em 2009, uma nota da agenda da IPI do Brasil, afirma: “Calvino enfrentou os problemas de exegese relacionados com textos de Paulo sobre as mulheres. Contestou a interpretação segundo a qual apenas o homem é a imagem de Deus. Defendeu a existência da ordem das diaconisas nos escritos paulinos e exaltou as grandes mulheres do Antigo e do Novo Testamento”. Para o reformador, a restrição paulina para a ordenação de mulheres ao oficialato encontrada em apenas um texto das Escrituras, não deveria ser encarada dogmaticamente, mas como uma convenção cultural de uma determinada época. Sendo assim, em uma época totalmente desfavorável às mulheres, a postura de Calvino é de vanguarda.

Neste dia parabenizamos a todas as mulheres, especialmente as mulheres brasileiras, calvinistas e presbiterianas independentes. Como herdeiros da reforma calvinista, temos o dever de orar para que a mulher não seja reconhecida apenas no dia 8 de março, mas que seu valor seja percebido e reconhecido diariamente. Amém!

Soli Deo Gloria
Rev. Ezequiel Luz


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

A LIBERDADE NÃO É SOLITÁRIA

“Não alcançamos a liberdade buscando a liberdade, mas sim a verdade. A liberdade não é um fim, mas uma conseqüência”. (Léon Tolstoi)

Também disse: “Je suis Charlie”. Também gritei por liberdade. Também repudiei e continuo repudiando todo ato de violência contra a liberdade de expressão. Existem alguns “hadith (tradições com valor jurisprudencial, logo abaixo do Alcorão) que proíbem explicitamente os muçulmanos de criar representações visuais e figuras de Maomé. Mas os jornalistas e cartunistas do Charlie Hebdo não eram muçulmanos. Não estavam limitados pelas leis e regras do Islã. Por isso o atentado que matou 12 pessoas na sede da revista Charlie Hebdo, no dia 07, como represália pelos cartuns que satirizavam o profeta Maomé, repercutiu no muno todo. Nas primeiras páginas de quase todos os jornais do mundo foram estampadas manchetes com os dizeres: “Barbarie”, “Guerra contra a liberdade”, “Somos todos Charlie”, “A liberdade assassinada” e alguns estamparam a primeira página em negro, representando luto. Toda violência contra a liberdade e ou contra o ser humano deve ser repudiada veementemente. A reação da imprensa se justifica. Mas a liberdade não é solitária.

Os argumentos acalorados que surgiram em defesa da liberdade de imprensa e da liberdade de expressão gerou uma interrogação em minha mente. Todos falam dessa liberdade como se ela fosse absoluta. Será que a liberdade de expressão é absoluta, não corre risco, não tem responsabilidade? Entendo, como afirmam os filósofos, que a liberdade é inerente ao ser. Que a liberdade de expressão é um dos pilares da democracia. Mas também entendo que a liberdade precisa ser embasada em princípios e valores. Um dos princípios é o respeito ao outro. Não posso em nome da liberdade ofender, menosprezar, ridicularizar, humilhar, mentir, difamar, caluniar o outro.

Lembro-me de uma partida de futebol entre o Corinthians e o Palmeiras, final do campeonato Paulista de 1999. Com o título praticamente garantido, Edilson, jogador do Corinthians faz umas “embaixadas” e malabarismos com a bola. O lateral Junior e o atacante Paulo Nunes do Palmeiras não gostaram e partiram para cima do corintiano desencadeando uma briga generalizada. Edilson tinha habilidade e liberdade para provocar o adversário, mas correu o risco e foi o responsável pelo tumulto.

Não existem justificativas para o que fizeram contra a revista Charlie Hebdo. Mas a reação contra eles deve servir de reflexão sobre os limites da liberdade de expressão. Muitos vão dizer que liberdade limitada não é liberdade. Mas a liberdade de expressão não é solitária, ela é companheira da verdade e do respeito ao outro. Estes são os seus limites.


Ezequiel Luz

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

FÉ CRISTÃ E CIDADANIA

Igreja Presbiteriana Independente Betesda
Rua Cafelândia, 1060 – Água Boa – Dourados, MS


Tema:
FÉ CRISTÃ E CIDADANIA
Texto:
Atos 16.35-40
Data:
28.09.2014


INTRODUÇÃO

1.    Estamos a uma semana do primeiro turno das Eleições – Domingo, 5 de outubro das 8 as 17h temos um encontro com a Democracia.
(1)  1º voto – Deputado Estadual – 5 números.
(2)  2º voto – Deputado Federal – 4 números.
(3)  3º voto – Senador – 3números.
(4)  Para DE, DF e Senador, você pode votar só no partido. Para isso digite apenas o numero do partido – que são 2 números
(5)  4º voto – Governador – 2 números.
(6)  5º voto – Presidente – 2 números.

2.    Ouço muita gente dizendo: “Odeio política” ou “não suporto mais essa política”
(1)  Entendo que as pessoas querem dizer com estas expressões, mas elas usam o termo “política” de forma errada.
(2)  Na verdade o que elas querem dizer é que odeiam ou não suportam a campanha dos candidatos
(3)  Muitos também afirmam: política é suja. O sistema é corrupto. Quem entra se corrompe.
(4)  Essa ideia se cristalizou em função de tanta corrupção, de tanta promessa sem cumprimento, de falta de ética nas eleições.
(5)  Muitos políticos se elegem e acabam fazendo política suja como qualquer outro.
(6)  Como o tema de hoje é Fé Cristã e Cidadania, acho importante começar conceituando, ainda que de forma simples, política e cidadania.

3.    O que é política? O que significa esta palavra? A palavra política pode ter uma definição ampla e restrita.
(1)  Em termos gerais (amplo), política denota a vida da cidade (polis) e as responsabilidades do cidadão (polites).
Ø  Portanto, ela diz respeito à totalidade da nossa vida em sociedade.
Ø  Política é a arte de viver junto em uma comunidade.
(2)   Em uma definição restrita, contudo, política é a ciência do governo.
Ø  Ela remete ao desenvolvimento e à adoção de diretrizes especificas visando a criação de novas leis.
Ø  Diz respeito a ganhar poder para produzir mudanças sociais.
(3)  Será que Jesus era envolvido com política?
Ø  No sentido restrito a resposta é não; Jesus não aderiu a um partido político, e nem defendeu um sistema político.
Ø  Mas no sentido amplo todo o ministério de Jesus foi político. Ele veio ao mundo, inaugurou o Reino de Deus, participou da vida em comunidade dos homens e enviou seus discípulos a fazerem o mesmo.

4.    O que significa cidadania? Cidadania é o exercício de diretos e deveres civis, políticos e sociais atribuído aos cidadãos que integram uma nação.
(1)  Diretos: conjunto de benefícios de natureza social e biológica regulados pelo estado.
(2)  Deveres: conjunto de obrigações socialmente definidas por lei ou costumes.
(3)  Cidadãos: pessoas portadoras de direitos e deveres em uma sociedade.
(4)  Nação: Grupo de pessoas reunidas em função da língua(s), cultura(s) e território, constituída de leis e governada pelo Estado.
(5)  Cidadania implica em direitos civis, políticos e sociais. Um cidadão completo usufrui os três direitos. Um cidadão incompleto usufrui apenas alguns. Um não cidadão não possui nenhum desses direitos.
Ø  Direitos civis: são aqueles fundamentais à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade perante a lei. Com eles você pode ir e vir, escolher a profissão, opinar livremente, organizar-se, ter o seu lar inviolado e ter direito a defesa publica. A base dos direitos civis é a liberdade individual.
Ø  Direitos políticos: refere-se a nossa participação no governo da sociedade. Com eles podemos votar e ser votados, organizar partidos e manifestar ações políticas. Em uma sociedade democrática isto se dá de forma representativa por meio de instituições como o Congresso. A base dos direitos políticos esta na ideia de autogoverno.
Ø  Direitos sociais: garantem a nossa participação na distribuição da riqueza produzida coletivamente. Eles incluem a educação, o trabalho, o salário justo, a saúde, a aposentadoria, a moradia. Sua base é a justiça social.

5.    Como a Fé Cristã pressupõe, de um lado, a convicção de que a graça de Deus habilita o homem a crer em Jesus para a salvação e do outro, a esperança na implantação do Reino de Deus, os cristãos são uma força política importante.
(1)  Portanto vamos ao texto bíblico para entender como o cristão deve exercer a cidadania de forma plena e responsável.
(2)  O texto que lemos faz parte da segunda viagem missionária de Paulo. A experiência de Paulo e Silas nos ajuda a refletir sobre a importância da cidadania.

PROP.: O RELATO BIBLICO REVELA LIÇÕES SOBRE O RELACIONAMENTO DA FÉ CRISTÃ COM A CIDADANIA.

QUAIS SÃO ESTAS LIÇÕES?

I – A FÉ CRISTÃ LEVA-NOS A LUTA PELOS DIRETOS DE TODOS
  1. Depois de um desentendimento Paulo e Barnabé se separam
(1)  Barnabé com João Marcos (pivô do desentendimento) vão para Chipre
(2)  Paulo e Silas se dirigem para Siria e Cilicia
(3)  Em Listra ele convoca Timóteo para a viagem. Quando chegam em Troade Paulo tem um sonho em quem macedônio chamava-os para a Macedonia a fim de ajudá-los.

  1. Entendendo que essa era a vontade Deus foram para a Macedônia
(1)  Chegando em Filipos, Lidia, uma mulher rica, se converte. Depois eles expulsam o espírito de um jovem advinhadora
(2)  Aqueles que ganhavam dinheiro explorando a menina se revoltam e conseguem que Paulo e Silas fossem presos.
(3)  Na cadeia, por volta da meia-noite Paulo e Silas cantavam louvores a Deus
(4)  Um terremoto abalou a estrutura do prédio, as portas se abriram e os prisioneiros ficaram livres.
(5)  O carcereiro acorda, vê as portas abertas e achando que todos fugiram saca a espada e estava prestes a cometer suicídio qdo Paulo grita: Não faça isso, estamos todos aqui.
(6)  Como isso o carcereiro e toda sua família se convertem e são batizados

  1. Na manhã seguinte, os juízes enviam oficiais de justiça para soltar Paulo e Silas
(1)  Ninguém sabe o que motivou tal decisão – talvez uma intervenção de Lidia
(2)  Mas Paulo rejeita sair – Somos cidadãos romanos e nos espancaram sem uma investigação (processo formal)
(3)  Quando os juízes ficaram sabendo que eles eram cidadãos romanos foram pediram desculpas e os acompanharam ate a saída.

  1. Porque Paulo e Silas fizeram isso. Vingança? Desejo de humilhar os juízes
(1)  A uma versão que diz: “quem venham eles e nos libertem a vista de todos”
(2)  Paulo e Silas não estvam preocupados somente com eles, mas também com toda a comunidade. (preocupação política)
(3)  Ao serem libertos por baixo do pano a comunidade poderia achar que eles eram culpados e isso traria um preconceito em relação aos cristãos
(4)  Sair a vista de todos, com o juízes acompanhando indicava que eles eram inocentes, que foram presos injustamente.

  1. Todos nós temos direitos civis, políticos e sociais. Mas muitos desses direitos ainda não são usufruídos pela maioria da população.
(1)  Quando você luta pelos seus direitos ou pelos direitos do seu bairro, da sua escola, do seu município, você esta fazendo política como um cristão
(2)  Um dos nossos direitos políticos é eleger e ser eleito. No domingo que vem iremos exercer o nosso direito, votando para vários cargos públicos.
(3)  Exerça o seu direito político de forma consciente e responsável.

II – FÉ CRISTÃ LEVA-NOS A BUSCAR INFORMAÇÔES

  1. A fé Cristã não deve deixar o fiel alienado do que acontece ao seu redor
(1)  Na época de Paulo existiam algumas maneiras de se obter a cidadania romana
·         Por dinheiro (Atos 22.28.).
·         Por nascimento (Atos 22.28).
·         Por serviços prestados ao império.
(2)  Paulo afirma ser cidadão por nascimento (Atos 22.28). Possivelmente seu pai, ou seu avô adquiriu esse direito por serviço prestado ao império.

  1. Nesta época existiam duas leis que protegiam os cidadãos romanos
(1)  Lex Valeria e a Lex Porcia
(2)  Elas foram promulgadas diversas vezes entre 509 e 195 A.C, e isentavam os cidadãos romanos do açoitamento.
(3)  A Lex Valeria, era aplicada quando o cidadão apelava para o povo; a Lex Porcia, era aplicada sem tal apelação.
(4)  Paulo e Silas conheciam muito bem essas leis e apelaram para elas

  1. Como cristão e cidadão você precisa conhecer os seus direitos, as leis.
(1)  Conforme o ART. 5º da Constituição Federal Brasileira de 1988, os direitos individuais fundamentais classificam-se em:
·         Direitos de primeira geração: são os direitos civis e políticos, por exemplo: direito à liberdade, propriedade, vida e segurança;
·         Direitos de segunda geração: são os direitos sociais, econômicos e culturais, por exemplo: proteção ao trabalho e à velhice;
·         Direitos de terceira geração: são os direitos difusos e coletivos;
(2)  Pode-se dizer que os direitos enunciados no ART. 5º dividem-se em cinco grupos:
·         Direito á vida;
·         Direito à intimidade;
·         Direito de igualdade;
·         Direito de propriedade;
·         Direito à segurança;
  1. Nesta eleição se informe sobre os candidatos. Verifique se são preparados ou não para defender os seus direitos. Quais são as suas propostas?

III – FÉ CRISTÃ LEVA-NOS A UMA DECISÃO PESSOAL E RESPONSÁVEL

  1. Paulo e Silas tomaram uma decisão com base nos seus direitos e com base na informação que possuíam.
(1)  Ninguém ficou tentando influenciá-los.
(2)  Deixa isso pra lá. Não vale a pena – ou então: Você tem que botaR pra quebrar mesmo, quebra tudo
(3)  Eles decidiram, depois de avaliar a situação.

  1. Nesta eleição a decisão sobre em quem votar deve ser sua e de mais ninguém
(1)  Via de regra, a maioria das igrejas de tradição reformada orientam seus membros ao exercício da cidadania de forma responsável.
(2)  Não apoiam esse ou aquele candidato, não indicam, não pedem o voto para nenhum candidato
(3)  Essa atitude é política, sua prática não fere a ética e os princípios cristãos.

  1. A Fé Cristã deve nos ajudar a decidir em quem votar.
(1)  Não devo votar em evangélico, só porque ele é evangélico. Quem age assim não é um cidadão responsável
(2)  O candidato pode até representar algum grupo, mas ele deve se apto a lutar e estabelecer meios para que direito de todos seja preservado e não apena do seu grupo.
(3)  Minha decisão em quem votar deve ser racional e não passional

CONCLUSÃO


  1. Todos nós fazemos política, quer queiramos ou não. Todos nós possuídos pela fé cristã devemos exercer a cidadania (deveres e direitos civis, políticos e sociais) com responsabilidade.
(1)  Os direitos políticos são a base para a conquista dos demais direitos, os sociais e os civis.
(2)  A pratica cotidiana da cidadania serve para garantir, ampliar e vivenciar todos os direitos.
(3)  A cidadania está ligada à participação social e política consciente

  1. Para o exercício da cidadania devo entender que:
(1)  A Fé Cristã leva-me a lutar pelos direitos civis, políticos e sociais de todos.
(2)  A Fé Cristã leva-me a buscar informações e conhecimento sobre a cidadania responsável.

(3)  A Fé Cristã leva-me a toar uma decisão pessoal e responsável.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

JESUS: NOSSO MODELO DE DISCIPULADO

Igreja Presbiteriana Independente Betesda
Rua Cafelândia, 1060 – Jd Água Boa
Dourados, MS
  
Tema:
JESUS: NOSSO MODELO DE DISCIPULADO
Texto:
Lucas 10.25-37
Data:
31/08/2014 – 22º Domingo no Tempo Comum

 INTRODUÇÃO

1.    Uma doença sem cura – Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) – foi a motivação para o desafio do balde de gelo.
(1)   Com Inicio nos EUA a campanha desafia qualquer um a jogar um balde de água gelada na cabeça ou doar US$ 100 para a ALS Association, organização sem fins lucrativos que arrecada fundos para pesquisa e ajuda a pacientes com a ELA.
(2)   Quem aceita o desafio deve gravar o gesto em vídeo e postar o 'banho' nas redes sociais. Uma vez que a pessoa realiza este gesto, é preciso desafiar outras pessoas para que façam a mesma coisa.
(3)   Varias personalidades publicas aceitaram o desafio e contribuíram financeiramente com a campanha.
(4)   Mas a primeira pessoa que eu vi aceitando o desafio foi a Julia, que desafiou outras amigas.
(5)   O "Desafio do Balde de Gelo", lançado no mês passado, faz sucesso no mundo todo e já arrecadou mais de US$ 100 milhões, segundo seus organizadores.

2.    Para Beny Schmidt, chefe do laboratório de Patologia Neuromuscular da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que faz a reabilitação de pacientes com a doença, a iniciativa errou ao brincar com coisa séria.
(1)   "A campanha foi sensacional para a sociedade de Ela, mas é hipócrita", afirma. "O que é triste é que certas pessoas brincaram com algo muito sério, uma doença das mais terríveis. Temos que ter respeito pelos pacientes. A gente não pode misturar uma doença tão séria, com profissionais tão sérios, com uma atitude que parece um 'big brother'".
(2)   O que assusta é perceber que uma iniciativa boa pode em pouco tempo se transformar em brincadeira.
(3)   Além disso, muitas pessoas nos dias de hoje são levadas a fazer determinadas coisas sem nenhuma reflexão. Simplesmente repetem ser ter consciência do que estão fazendo.
·         Está circulando outro desafio – fotografar sem maquiagem (selfie)

3.    Jesus Cristo deixou um grande desafio aos seus discípulos, aos seus seguidores, á sua igreja: façam discípulos de todas as nações. (façam o que eu fiz)
(1)   Discipulado nada mais é do que desafiar outros a fazer o que você faz.
(2)   Assim como na campanha do balde de água gelada, as pessoas desafiavam outra a fazer o mesmo, o Senhor nos desafia a fazer o mesmo que ele.
(3)   Você é um discípulo de Jesus? O que você faz que outros também poderiam fazer?

4.    Observem o texto bíblico lido a pouco. Depois de receber o relatório dos 70, que estavam alegres porque ao nome de Jesus os espíritos se submetiam, Jesus diz que eles deveriam se alegrar com o que Deus faz com eles e não com o feito deles.
(1)   Levado pelo Espírito de Deus Jesus ora dizendo: Graças te dou, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondestes estas coisas dos que se acham sábios e as revelastes a gente simples e nova na fé.
(2)   Um líder religioso querendo testar Jesus pergunta: “Mestre o que é preciso fazer para ter a vida eterna?”.
(3)   Jesus responde: “O que está escrito na lei? Como você a interpreta?”.
(4)   Ele disse: “Ame o Senhor o Senhor seu Deus com toda a paixão, toda a fé, toda inteligência e todas as forças; e ame o próximo como a você mesmo”.
(5)   “Boa resposta”, disse Jesus. “Faça isso e viverás”. --- “Faça isso e viverás”.
(6)   Aqui não há nenhuma contradição entre Graça e Obras
(7)   Quando as obras são resultado da ação do Espírito Santo em nós, elas são apenas a Graça em ação.
(8)   Jesus quer demonstrar que conhecimento que não leva a pratica não tem valor.

5.    O líder querendo justificar sua pergunta diz: “Mas como saber quem é o próximo?”.
(1)   Jesus com toda a paciência conta uma história para exemplificar o seu ensino
(2)   Jesus escolheu de propósito os desprezados samaritanos para ilustrar como deve ser o tratamento correto dado ao próximo.
(3)   É uma bela história que ensina que a pratica correta é mais importante que a doutrina correta
(4)   Um homem, judeu talvez, é assaltado e espancado. Fica todo machucado na beira do caminho. Passa um pastor evangélico, um líder de louvor e não fazem nada.
(5)   Então aparece um macumbeiro e socorre o ferido.
(6)   Se fosse hoje, no Brasil, a história contada por Jesus seria parecida com essa.
(7)   E no final uma conclusão surpreendente. ”Qual do três é o próximo do homem atacado por ladrões? O que você acha?”, perguntou Jesus.
(8)   “O que usou de bondade”, respondeu o líder religioso.
(9)   “Faça a mesma coisa”, conclui Jesus.

6.    Vocês já imaginaram Jesus dizendo para seguirem o exemplo de um macumbeiro?
(1)    Imagine a reação, a surpresa do líder religioso que questionou Jesus.
(2)   Os Judeus não suportavam os samaritanos. Eles tinham uma religião que era resultado de várias misturas. Uma religião considerada errada pelos judeus.
(3)   Mas Jesus escolhe um samaritano para servir de exemplo aos judeus.
(4)   “Faça a mesma coisa”


                                                                                                                                                                                    
PROP: A HISTÓRIA DO SAMARITANO MISERICORDIOSO APRESENTA-NOS UM MODELO DE DISCIPULADO. O MODELO É JESUS - FAÇAM A MESMA COISA.

PARA LEVAR PESSOAS A FAZER A MESMA COISA VOCÊ PRECISA:

 I – SER UM DISCÍPULO CONSCIENTE
 

1.    A irmã Dayse emprestou-me o livro: Mentes perigosas – O psicopata mora ao lado, de Ana Beatriz Barbosa Silva.
(1)   Como o tema me despertou a atenção comecei a ler o livro imediatamente.
(2)   O primeiro capítulo me impactou e me colocou diante de um conceito ambíguo – a consciência.
(3)   Ela conta que em uma palestra no anfiteatro hospital, um professor entra, sem se apresentar e coloca um gráfico na lousa formado por duas retas perpendiculares. Na extremidade de uma reta ele escreveu – ESTAR e na outra – SER. E, então pergunta à plateia: O que é consciência? .

2.    Depois de algum tempo de debate com a autora do livro ele responde a questão explicando o gráfico.
(1)   ESTAR consciente é fazer uso da razão ou da capacidade de raciocinar e de processar os fatos que vivenciamos.
(2)   ESTAR consciente é ser capaz de pensar e ter ciência das nossas ações físicas e mentais.
(3)   Em um exame clinico é possível averiguar o nível de consciência de uma pessoa em dado momento.
(4)   SER consciente não é um estado momentâneo em nossa existência.
(5)   SER consciente refere-se à nossa maneira de existir no mundo. Está relacionado com a forma como conduzimos nossas vidas e, especialmente, às ligações emocionais que estabelecemos com pessoas e as coisas no nosso dia-a-dia.
(6)   Dialógica de Buber – Eu-Tu (o Eu somente é consciente na forma como se relaciona com o Tu)
(7)   O professor da Ana Beatriz, do livro Mentes Perigosas, conclui a aula com uma frase fantástica: SER DOTADO DE CONSCIÊNCIA É SER CAPAZ DE AMAR!

3.    Agora vamos observar rapidamente no texto bíblico lido. Quem esta consciente e quem é consciente no texto?
(1)   O líder religioso que interroga Jesus está consciente, mas não é dotado de consciência.
(2)   O sacerdote está consciente, mas não é dotado de consciência.
(3)   O levita está consciente, mas também não é dotado de consciência.
(4)   Somente o samaritano é dotado de consciência porque foi capaz de amar e agir com misericórdia em relação ao próximo.
(5)   A existência do samaritano passa a ter sentido, é dotada de consciência porque ao se relacionar com o próximo ele agiu com compaixão, misericórdia e amor.

4.    Amado, se você é discípulo de Jesus, para fazer o que fez Jesus, para aceitar o desafio do Mestre, você precisa ser dotado de consciência, precisa ser capaz de amar as pessoas, sem se importar com a cor, raça, religião, opção sexual, status social.
(1)   Para fazer o que Jesus fez vc precisa ser um discípulo consciente
(2)   Ser dotado de consciência e ser capaz de amar!

II – SER UM DISCÍPULO ORIENTADO PELA COMPAIXÃO E SOLIDARIEDADE

1.    O evangelho de Lucas parecer ser o que dá mais ênfase ao interesse de Jesus pelos oprimidos e marginalizados.
(1)   São exclusivos de Lucas textos como a Ressurreição do filho da viúva de Nain, o Bom Samaritano, o Filho Pródigo, o rico e Lazaro, os 10 leprosos e a história de Zaqueu.
(2)   No capitulo 4 de Lucas, Jesus faz um leitura do profeta Isaias e diz: “Hoje se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir”.
(3)   O texto lido por Jesus na sinagoga diz o seguinte: “O Espírito de Deus está sobre mim; ele me escolheu para pregar a Mensagem das boas-novas aos pobres, enviou-me para anunciar perdão aos prisioneiros e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e indefesos, para anunciar: Este é o ano em que Deus irá agir”.
(4)   Um discipulado orientado pelo Espírito Santo tem uma preocupação com os oprimidos e marginalizados, tem a marca da compaixão e da solidariedade.

2.    Jesus deixou bem claro suas motivações para vir ao mundo. Ele não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida por muitos (Mt 110.45)
(1)   Ele desafiou os seus discípulos a seguirem seu exemplo de humildade e serviço (Jo 13.12-15)
(2)   Os grandes avivamentos ocorridos entre os protestantes, a partir do século XVII, sempre tiveram essa marca de compaixão e solidariedade com os mais fracos.
(3)   Ações como reforma das prisões, abolição do trabalho infantil, fim do tráfico de escravos, melhores condições de trabalho, sempre teve na liderança discípulos de Jesus conscientes, comprometidos com o Reino de Deus e orientados pela compaixão e solidariedade.
(4)   Atualmente vários teólogos latino-americanos usam a expressão “Missio Dei” ou “Missão Integral”, para referir-se a um discipulado que alem da salvação da alma se preocupa também com a redenção do corpo.
(5)   Discipulado integral fala da Graça de Deus na salvação e através do Espírito Santo, desperta a consciência para desenvolver ações de solidariedade e compaixão.

3.    Jesus usa a história do Bom Samaritano para mostrar que aqueles que eram próximos do ferido, os judeus, se tornaram estranhos e um estranho se tornou próximo.
(1)   Não é o lugar, a raça, a religião que faz de alguém nosso próximo, mas sim a necessidade de compaixão, de solidariedade.
(2)   Esta parábola já inspirou pelo mundo afora, a criação de hospitais, leprosários, casas de recuperação.
(3)   O amor ao próximo não é um dever mesquinho, calculista, interesseiro. Ele é totalmente extravagante e abundante, voltado sempre para o bem e felicidade do próximo.
(4)   O Samaritano era consciente por ter disposição para amar sem preconceitos, suas ações foram guiadas pela compaixão e solidariedade.

CONCLUSÃO
 1.    Amados esta tendência de fazer o que os outros estão fazendo sem nenhuma reflexão produz ações que muitos chamam de viral.
(1)   Ela contagia e leva um número cada vez maior de pessoas a repetição que não produz nenhuma melhora na sociedade.
(2)   Acho muito perigoso aceitar desafios por aceitar, porque que é moda, para não ficar de fora da onda.
(3)   Mas Jesus deixou um desafio que vale a pena aceitar e que ainda impera sobre a igreja: façam o que eu fiz, ou, “fazei discípulos”.

2.    Para fazer o mesmo que Jesus fez você precisa.
(1)   Ser um discípulo consciente, isto ter a capacidade de amar.
(2)   Ser um discípulo orientado pela compaixão e solidariedade.

3.    Você quer uma oportunidade para colocar em pratica esta mensagem? Quer ter uma pequena experiência de fazer o que Jesus fez?
(1)   No próximo sábado, dia 6, das 9h até às 17h teremos o Bazar Comunitário, aqui em nossa Igreja.
(2)   Virão pessoas da comunidade, do entorno da Igreja.
(3)   Desafio você a dedicar um tempo para vir e conhecer essas pessoas. Desafio você a repartir com elas um pouco de atenção, carinho, amor, compaixão.
(4)   Se tiver oportunidade se ofereça para ajudar, para orar por e com estas pessoas. Faça com elas o que Jesus fez com as pessoas.

Lembre-se: SER DOTADO DE CONSCIÊNCIA É SER CAPAZ DE AMAR E TER ATITUDES MARCADAS PELA COMPAIXÃO E SOLIDARIEDADE.
  

AMÉM?