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terça-feira, 15 de janeiro de 2008

IGREJA VALDENSE CELEBRA 150 ANOS DE FÉ E SERVIÇO NO RIO DA PRATA

Este ano os Valdenses comemoram 150 anos de presença na Região do Rio da Prata. A IPI do Brasil tem uma parceria firmada com a Igreja Valdense do Rio da Prata. Na Agenda 2008, publicada pela Pendão Real, um texto, sucinto e muito bem escrito, abre o mês de janeiro relatando a origem e o legado dos valdenses.
Para colaborar com a divulgação de informações sobre essa importante igreja “post” aqui no “ClickLuz” uma noticia da agencia ALC.

URUGUAI-ARGENTINA
Igreja Valdense celebra 150 anos de fé e serviço no Rio da Prata

BUENOS AIRES, 11 de janeiro (ALC) - A Igreja Evangélica Valdense do Rio da Prata celebrará e recordará, em 2008, os 150 anos de presença em terras uruguaias e argentinas. As primeiras famílias de imigrantes provenientes do Piamonte, na Itália, membros da Igreja Evangélica Valdense, estabeleceram-se na região de La Paz, no departamento de Colônia. Chegaram outas levas, que se espalharam pelos dois países.

Os valdenses surgiram no século XII, no sul de França, como um movimento cristão que procurava a autenticidade do Evangelho através da pregação itinerante, o que lhes custou a separação da Igreja Católica Romana. Disseminaram-se pela Europa, sendo duramente perseguidos na França e na Itália, instalando-se com maior concentração nos vales alpinos de Piamonte, norte da Itália.

Conta a história que um homem, denominado pela tradição Valdo, comerciante de Lyon, converteu-se ao Evangelho por volta de 1174. Ele decidiu traduzir parte da Bíblia para a linguagem popular e começou a pregá-la ao povo sem ser sacerdote. Ao mesmo tempo, renunciou a sua atividade e aos bens, que repartiu entre os pobres. Valdo não deixou nada escrito, nem regras, nem ordens, limitando-se a viver a fé.

Esses "valdenses" eram leigos católicos que reivindicavam o direito de pregar o evangelho sem serem sacerdotes. Por isso, foram excomungados em 1184, começando a partir dali um tempo de perseguições, roubos, torturas, julgamentos, execuções e massacres. Para escapar de um extermínio total, refugiaram-se em uma zona montanhosa dos Alpes, conhecida até hoje como “vales Valdenses”.

Aderiram à Reforma Protestante em um Sínodo (assembléia), em 1532, deixando de ser movimento para transformar-se em Igreja Valdense. A partir deste momento construíram templos e aperfeiçoaram a teologia, sem deixar de sofrer perseguições. Esta situação perdurou até 1848, data da proclamação do edital de Emancipação, através do qual os valdenses acedem aos mesmos direitos civis e políticos de seus concidadãos. Esta nova situação permitiu, entre outros fatos importantes, a possibilidade de emigrarem, considerando as dificuldades econômicas ocasionadas pela superpopulação dos vales e os anos de colheita ruim.

Nestas condições, chegaram ao Rio da Prata em grupos, a partir de 1858, com o desejo de trabalho e a vontade de manter e estimular a formação cultural em um novo meio. Cedo vieram os pastores e os professores das novas gerações, que serão numerosas.

A Igreja Valdense foi se organizando e seguiu sendo uma só, representada num único Sínodo, que se reúne em duas sessões: Itália e Rio da Prata. Assim perdura até a atualidade.

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Um comentário:

Márcio Rodrigues disse...

Caro irmão e amigo, sou mestrando em literatura portuguesa pela UERJ e estudo a Idade Média. Na disciplina: Literatura Portuguesa e Idade Média, estamos estudando sobre a retórica na Idade Média e tenho que apresentar um trabalho sobre algum pregador e tenho um grande interesse em escrever sobre Pedro Valdo. Infelizmente não encontro textos primários sobre ele, que foi um dos grandes precursores da Reforma. Caso tenhas alguma informação, por favor, encaminhe para o meu e-mail, se possível, antes de quarta-feira, em que tenho que definir o meu trabalho. Lá, se exalam muito a fé católica e Agostinho e Francisco e chamam àqueles que seguiam a Bíblia de Hereges. Dessa forma, estarei de forma apologética mostrando os contrapontos e domínios injustos da ICAR. Abraços e muito obrigado!