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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

TAMBÉM SOU CATÓLICO

“(...) e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (Atos 1.8b)



Por ocasião dos funerais do Papa João Paulo II, Dom Cláudio Hummes, na época arcebispo de São Paulo, e Dom Eusébio Scheid do Rio de Janeiro, protagonizaram uma polêmica muito interessante sobre a catolicidade do presidente Lula. Scheid dizia que o presidente é "mais caótico que católico". Hummes rebateu afirmando que Lula é "um católico como todos os outros católicos do Brasil" e que o presidente "tem comungado mais vezes" com ele. Depois o arcebispo do Rio recuou, dizendo que Lula não é "suficientemente católico".

Hoje está acontecendo algo parecido em relação aos presidenciáveis. A ISTOÉ desta semana publicou uma capa com “duas caras” de José Serra e mostrando algumas de suas contradições. O mesmo foi feito pela VEJA, duas semanas atrás, com “duas caras” de Dilma na capa. Serra já provocou a ira dos católicos quando Ministro da Saúde, por ter assinado documento favorável ao aborto, por ter distribuído camisinhas a população e ter convidado monges budistas para purificar o escritório político no Edifício Joelma. Nestas eleições o candidato se diz católico tradicional. Dilma deu entrevista favorável ao aborto, mudou de opinião e durante a campanha do primeiro turno não deixou transparecer qualquer tendência religiosa. Agora aparece em missa fazendo o sinal da cruz e se dizendo católica.

Realmente é difícil definir a religião dos dois candidatos à presidência da república. Assim como também é difícil definir qual é a religião do brasileiro. A grande maioria se diz católica porque foi batizada na Igreja Católica Apostólica Romana. Entretanto, muitos frequentam um terreiro de candomblé ali, um centro espírita lá, outro culto acolá, e continuam católicos. E para por mais lenha nessa fogueira, declaro que sou protestante, calvinista, presbiteriano e também católico.

Minha fé, que está fundamentada nas Escrituras, me permite a aceitar o Credo Apostólico como síntese das principais doutrinas do cristianismo, inclusive a afirmação “creio na santa igreja católica”. Também me permite concordar com o Credo Niceno que afirma: “Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica. São quatro adjetivos que descrevem as marcas distintivas da verdadeira Igreja de Cristo. Una porque só existe uma Igreja de Cristo. Santa porque serve a Deus no mundo. Não é perfeita, sem pecado, mas separada do mundo se esforça para refletir, através do serviço aos homens, a santidade de Cristo. Católica porque reúne todos os cristãos verdadeiros de todos os tempos, de todas as comunidades, de todas as nações e de todos os lugares. Não se limita á um tempo, lugar, raça ou cultura. Ela é universal e esse é o significado do termo católico. Apostólica porque se fundamenta no testemunho, doutrina e ensino dos apóstolos. Jesus é a pedra angular, principal desse fundamento.

O problema é que o termo católico é usado para nominar apenas um ramo do cristianismo. Mas mesmo pertencendo a outro ramo do cristianismo posso dizer que sou católico, apostólico, mas não romano. 



Soli Deo Gloria
Rev. Ezequiel Luz

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