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quinta-feira, 9 de julho de 2009

A VIDA E A MORTE

“Vê que proponho, hoje, a vida e o bem, a morte e o mal; (...) escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (Dt 30.15,19)

Entre os anos 50 e 60 do século passado, um jovem americano de nome Caryl Chessman foi acusado pelo estado da Califórnia de ser o “Bandido da Luz Vermelha”. Pesava sobre ele a acusação de ser o responsável por uma série de assassinatos bárbaros. Algumas das vítimas, que sobreviveram, disseram que o homem usava uma lanterna de sinalização vermelha para atacar suas vitimas. Chessman correspondia à descrição do criminoso, o que aliado ao seu passado fértil em transgressões à lei, foi suficiente para, em meio à comoção causada pelos crimes de que foi acusado, ser condenado por um Tribunal do Júri em que dos doze jurados onze eram mulheres.

Mesmo negando responsabilidade pelos crimes que lhe foram imputados, foi condenado e recolhido à cela nº 2455, da Penitenciária de San Quentin. Durante doze anos frequentou o corredor da morte em função dos recursos e petições a tribunais da Califórnia e à Corte Suprema dos EUA. Conseguiu adiar por sete vezes a data para sua execução. Nesse período estudou Direito e escreveu três livros: "2455 - a Cela da Morte", "A Face da Justiça" e "O Garoto era um assassino". Lutou pela vida tentando sensibilizar autoridades e a opinião pública quanto à sua inocência. Não conseguiu! No dia dois de maio de 1960, às 10h12, com 38 anos, foi executado na câmara de gás, minutos antes de uma última e tardia intervenção do governador da Califórnia.

A Bíblia ensina que Deus criou-nos para a vida. O próprio Jesus disse que ele veio para que tivéssemos vida e vida em abundância. Mas a entrada do pecado na existência humana trouxe, como conseqüência, a morte. Hoje vida e morte são realidades que todos nós enfrentamos. Lutar pela nossa sobrevivência passou a ser inerente à nossa existência. No deserto Moisés propôs ao povo de Israel a escolha entre a vida e a morte. Fez um forte apelo a que escolhessem a vida pra que eles e toda a descendência tivessem vida.

Também hoje, estando em um mundo marcado pela morte, somos desafiados a escolher a vida. Escolher a vida significa uma decisão de amar, obedecer e apegar-se a Deus acima de todas as coisas. Tal decisão tem também uma implicação profética: de levar-nos a denunciar toda e qualquer forma de injustiça geradora de morte.

Irmãos escolham a vida para que vivam! Amém!
Soli Deo Gloria
Rev. Ezequiel Luz

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